Guias e conteúdos para tutores
Reunimos guias práticos sobre comportamento, escolha de raça, treinamento e saúde para você ser o melhor tutor possível.
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Condrossarcoma em Cachorro: Tumor Cartilaginoso Nasal e Costal
O condrossarcoma é o segundo tumor ósseo primário mais comum no cão — acometa as costelas, nariz e pelve. Diferente do osteossarcoma, tem comportamento mais indolente e raramente metastatiza precocemente. A ressecção cirúrgica ampla é o tratamento de escolha. Golden Retriever e raças grandes são predispostos. Prognóstico melhor que o osteossarcoma quando ressecado.
Colapso de Traqueia em Cachorro: Tosse de Ganso e Dificuldade Respiratória
O colapso de traqueia é a fraqueza dos anéis cartilaginosos traqueais — causa a clássica 'tosse de ganso' e dispneia em raças pequenas. Poodle, Chihuahua e Yorkshire são os mais afetados. Broncodilatadores e antitussígenos controlam a maioria dos casos. Stent traqueal é indicado nos casos graves refratários ao tratamento clínico.
Coccidiose em Cachorro: Isospora e Diarreia em Filhotes
A coccidiose é a infecção por protozoários do gênero Cystoisospora (ex-Isospora) — causa diarreia líquida a hemorrágica principalmente em filhotes sob estresse. As oocistas são eliminadas nas fezes e sobrevivem semanas no ambiente. Sulfametoxazol-trimetoprim ou ponazuril são os tratamentos de escolha. O ambiente contaminado é o principal reservatório.
Coagulação Intravascular Disseminada (CID) em Cachorro
A CID é uma síndrome de coagulação patológica sistêmica — coágulos se formam em todo o organismo consumindo plaquetas e fatores de coagulação, resultando paradoxalmente em sangramento. As principais causas no cão são sepse, trauma, neoplasia (hemangiosarcoma) e picada de cobra. O diagnóstico requer pelo menos 3 critérios alterados. Plasma fresco congelado é o tratamento de suporte.
CIVD em Cachorro: Coagulação Intravascular Disseminada
A CIVD é o distúrbio de coagulação mais grave no cão — ativação sistêmica da cascata de coagulação que consome plaquetas e fatores, causando simultaneamente trombose e hemorragia. Sepse, GDV, neoplasia e mordida de cobra são as principais causas. Plasma fresco congelado é o tratamento fundamental. Mortalidade elevada.
Cistite Bacteriana em Cachorro: ITU e Antibiótico Correto
A cistite bacteriana é a infecção urinária baixa mais comum no cão — principalmente fêmeas adultas. Os agentes mais frequentes são E. coli, Staphylococcus e Proteus. A cultura de urina (urocultura) com antibiograma é obrigatória para o tratamento correto — o amoxicilina empírico é cada vez menos eficaz. Cistites recorrentes exigem investigação de causa predisponente.
Cistinúria em Cachorro: Cálculos de Cistina e Predisposição Hereditária
A cistinúria é um erro inato do metabolismo de aminoácidos — o rim não reabsorve adequadamente a cistina, que precipita na urina formando cálculos (urólitos de cistina). Labrador Retriever, Newfoundland e Terriers são as raças mais afetadas. Machos têm sinais clínicos mais frequentes por maior risco de obstrução uretral. Dieta alcalinizante e D-penicilamina são o tratamento.
Cirrose Hepática em Cachorro: Fibrose, Ascite e Hepatoencefalopathy
A cirrose hepática é o estágio final de lesão hepática crônica — fibrose progressiva substitui o parênquima funcional. Ascite, icterícia e hepatoencefalopathy são as complicações mais graves. Sem cura: o tratamento é paliativo (colchicina, S-adenosilmetionina, manejo da ascite). O diagnóstico definitivo é por biópsia hepática.
Chumbinho em Cachorro: Intoxicação por Carbamato e Organofosforado
O 'chumbinho' é o principal agente de envenenamento de cães no Brasil — composto por carbamatos ou organofosforados que inibem a colinesterase, causando hipersalivação, convulsões e morte em horas. Atropina é o antídoto imediato. Emergência veterinária absoluta — sem tratamento, a taxa de mortalidade é altíssima.
Choque Hipovolêmico Canino: Ressuscitação com Fluidos e Emergência
O choque hipovolêmico é a falência circulatória por perda de volume intravascular — mais comum em cães por hemorragia, vômito/diarreia grave ou queimaduras. Mucosas pálidas, taquicardia e pulso fraco são os sinais precoces. Ressuscitação com cristaloides 20-30 mL/kg IV em bolus e monitoramento da resposta são fundamentais. Choque hemorrágico grave exige plasma ou transfusão.
Cherry Eye em Cachorro: Prolapso da Glândula da Terceira Pálpebra
O 'cherry eye' é o prolapso da glândula lacrimal da terceira pálpebra — aparece como massa vermelha no canto interno do olho. Bulldog, Cocker Spaniel e Beagle são os mais afetados. Cirurgia de repositionamento (bolso conjuntival) é o tratamento de escolha — nunca remover a glândula. Tratamento precoce previne ceratoconjuntivite seca.
Cetoacidose Diabética em Cachorro: DKA e Tratamento Intensivo
A cetoacidose diabética (DKA) é a complicação grave do diabetes mellitus descontrolado — hiperglicemia, cetonemia e acidose metabólica com risco de vida. Cão doente com alitose cetônica e desidratação grave. Fluidoterapia intensiva, insulinoterapia regular e correção eletrolítica são os pilares do tratamento. Identificar a doença concomitante que descompensou o diabetes.
Celulite Juvenil em Cachorro (Impetigo Juvenil): Cabeça de Filhote
A celulite juvenil (adenite sebácea pustulosa juvenil ou impetigo juvenil) é uma inflamação granulomatosa dos linfonodos e pele da face em filhotes de 3 semanas a 4 meses. Golden Retriever, Dachshund e Gordon Setter são predispostos. Etiologia possivelmente imunomediada. Tratamento com corticoterapia evita cicatrizes permanentes.
Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito em Cachorro (CAVD)
A cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito (CAVD) é a cardiopatia mais importante do Boxer — substituição do miocárdio do VD por tecido fibroadiposo que causa arritmias ventriculares graves e morte súbita. O Boxer e o Bulldog Inglês são as raças mais afetadas. Mutação no gene STRN confirmada. Sotalol e mexiletina controlam as arritmias.
Carcinoma de Células de Transição em Cachorro: Tumor da Bexiga
O carcinoma de células de transição (CCT) é o tumor maligno mais comum da bexiga em cães — invade a mucosa e a submucosa, causando hematúria, disúria e infecção urinária recorrente. Beagle, Scottish Terrier e Shetland Sheepdog têm alta predisposição. Piroxicam é o tratamento paliativo mais usado. Diagnóstico por citologia de urina ou biópsia.
Carcinoma Tireoidiano em Cachorro: Tumor de Tireoide e Disfagia
O carcinoma tireoidiano é o tumor da glândula tireoide mais comum no cão — ao contrário do humano, a maioria é maligna (80-90%). Massa cervical ventral de crescimento progressivo e disfagia são os sinais principais. Beagles, Golden Retrievers e Boxers são predispostos. Ressecção cirúrgica é o tratamento primário — quando possível.
Carcinoma de Tireoide em Cachorro: Tumor Cervical e Hipotireoidismo Paradoxal
O carcinoma de tireoide é o tumor de cabeça e pescoço mais comum em cães — ao contrário dos gatos, cães raramente desenvolvem hipertireoidismo funcional. Maioria dos tumores tireoideos caninos é maligna (85%). Massa cervical palpável é o sinal mais frequente. Cintilografia com I-131 é o gold standard diagnóstico e terapêutico. Beagle e Boxers têm predisposição documentada.
Carcinoma Mamário em Cachorro: Tumor de Mama — Diagnóstico e Cirurgia
O carcinoma mamário é o tumor mais comum em cadelas não castradas — 50% dos tumores mamários são malignos. A castração antes do 1° cio reduz o risco em 99,5%. Diagnóstico por biópsia/histopatologia. Mastectomia é o tratamento de escolha. Estadiamento para definir prognóstico.
Carcinoma Hepatocelular em Cachorro: Tumor Primário do Fígado
O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor primário do fígado mais comum em cães — diferente dos gatos, onde os tumores biliares predominam. A forma massiva (lobo único) tem prognóstico excelente com lobectomia hepática — sobrevida > 3 anos em 90% dos casos. A forma difusa é irressecável e fatal em meses. Diagnóstico por ultrassom + citologia. Raças grandes e machos idosos têm maior predisposição.
Carcinoma de Células Escamosas em Cachorro: CCE Oral e de Dígito
O carcinoma de células escamosas (CCE) é o segundo tumor oral maligno mais comum no cão e o principal tumor maligno de dígito (dedo). O CCE oral tende a ser localmente invasivo mas com metástase tardia. O CCE de dígito tem comportamento mais agressivo com metástase pulmonar frequente. Cirurgia precoce é o tratamento de escolha.
Carcinoma de Bexiga em Cachorro: TCC e Disúria Persistente
O carcinoma de células de transição (TCC) é o tumor vesical mais comum no cão — localizado no trígono (área de saída da bexiga), causa obstrução progressiva. Difícil de diferenciar de cistite crônica por ultrassom. O piroxicam (anti-inflamatório) tem efeito antitumoral documentado no TCC canino. Schnauzer, Beagle e Terriers são raças predispostas.
Carcinoma Adrenocortical Canino: ADH e Tumor de Adrenal
O carcinoma adrenocortical é a forma maligna do hiperadrenocorticismo adrenal-dependente (ADH) — 15% dos casos de Cushing. Diferente do PDH (hipofisário), o ADH tem adrenal contralateral atrofiada e frequentemente ACTH suprimido. Adrenalectomia é o tratamento definitivo. Suporte com trilostano pré-cirúrgico e glucocorticoide pós-operatório imediato são críticos.
Calcinose Cútis Canina: Depósito de Cálcio na Pele
A calcinose cútis é o depósito anormal de sais de cálcio na pele — mais frequentemente associada ao hiperadrenocorticismo (Cushing). Placas brancas calcificadas, pruriginosas e propenso a infecção secundária. Tratamento dirige-se à causa subjacente. O dimexide (DMSO) tópico acelera a resolução. Lesões podem levar meses para regredir mesmo após controle do Cushing.
Calcinose Cutânea em Cachorro: Depósito de Cálcio na Pele
A calcinose cutânea é o depósito de sais de cálcio na pele — causa placas brancas endurecidas, calcificadas, geralmente no dorso e abdômen. É quase patognomônica de hiperadrenocorticismo (Cushing) em cães. Tratamento da causa é fundamental. O cálcio se reabsorve progressivamente após controle do cortisol.