Guias e conteúdos para tutores
Reunimos guias práticos sobre comportamento, escolha de raça, treinamento e saúde para você ser o melhor tutor possível.
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Cachorro Pode Comer Canela? Cinamaldeído, Óleos Essenciais e a Dose
A canela (Cinnamomum verum e C. cassia) não está na lista de venenos conhecidos para cães — pequenas quantidades de canela em pó não causam toxicidade sistêmica. No entanto, o cinamaldeído e os óleos essenciais da canela causam irritação de mucosas em quantidade moderada, e a inalação do pó pode causar tosse e congestão. O benefício para cães é mínimo.
Cachorro Pode Comer Berinjela? Solanácea Segura em Moderação
A berinjela é segura para cães saudáveis em pequenas quantidades — a solanina presente é mínima comparada a tomate verde ou batata. A pele amarga pode desagradar; cozida é mais palatável. Cães com artrite ou doenças inflamatórias devem evitar por conta das solanáceas. Sem sementes tóxicas nem compostos perigosos em doses normais.
Cachorro Pode Comer Aspargo? Seguro em Quantidade Moderada
O aspargo é seguro para cães — sem toxinas significativas, fonte de folato, vitamina K e fibras. A ressalva: talos crus são duros e difíceis de mastigar; aspargo cozido sem sal é a melhor forma. Urina com odor característico (ácido aspártico) é normal. Ponta de aspargo selvagem pode causar leve irritação gastrointestinal.
Cachorro Pode Comer Amora? Amora Preta e Amora Branca
A amora preta (Morus nigra) e a amora branca (Morus alba) são seguras para cães em pequenas quantidades — ricas em antocianinas, vitamina C e resveratrol. Sementes minúsculas, inofensivas. Amora branca tem alto teor de açúcar; amora preta é mais adequada. A amora da amoreira do quintal é diferente da amora-silvestre (Rubus fruticosus) — ambas seguras. Oferecer fresca.
Cachorro Pode Comer Ameixa? Caroço Cianogênico e Quantidade
A ameixa fresca (polpa sem caroço) é segura para cães em pequenas quantidades. O caroço (semente) da ameixa contém amigdalina — composto cianogênico que libera cianeto quando mastigado ou digerido. Efeito laxativo natural pelo sorbitol: quantidades excessivas causam diarreia. Ameixa seca (passa) tem açúcar muito concentrado.
Cachorro Pode Comer Aipo? Seguro e Refrescante em Moderação
O aipo (Apium graveolens) é seguro para cães — ASPCA não o lista como tóxico. Baixíssimo em calorias, rico em vitamina K, potássio e apigenina (flavonoide). Haste e folhas são seguras; sementes concentradas podem causar irritação GI. Crocância natural limpa superficialmente os dentes. Excelente petisco de verão por ser 95% água.
Cachorro Pode Comer Acerola? A Fruta Mais Rica em Vitamina C
A acerola é segura para cães em quantidade moderada — mas a acidez intensa pode irritar o estômago de cães sensíveis. Tem o maior teor de vitamina C de qualquer fruta. Remover o caroço. Quantidade pequena por ser muito ácida. Boa opção de petisco no verão ou para reforço imunológico.
Borreliose de Lyme em Cachorro: Doença do Carrapato
A Borreliose de Lyme é uma doença bacteriana transmitida pelo carrapato Ixodes — causada pela bactéria Borrelia burgdorferi. Em cães: claudicação migratória, febre, letargia, e nos casos graves, a síndrome Lyme nefrítica — glomerulonefrite fatal. Endêmica no Hemisfério Norte. Diagnóstico por sorologia. Doxiciclina. Vacina disponível nos EUA.
Atrofia Progressiva da Retina em Cachorro: PRA e Cegueira Hereditária
A Atrofia Progressiva da Retina (PRA) é um grupo de doenças hereditárias que destroem progressivamente os fotorreceptores da retina — primeiro os bastonetes (visão noturna) depois os cones (visão colorida diurna) — levando à cegueira total. Múltiplos genes afetados. Testes genéticos disponíveis para raças específicas. Sem tratamento curativo; encaminhamento de criadores é prevenção.
Arritmias Cardíacas em Cachorro: Do Holter ao Tratamento
As arritmias cardíacas em cães vão de alterações benignas (arritmia sinusal respiratória) a emergências (taquicardia ventricular, bloqueiro atrioventricular completo). Diagnóstico pelo ECG e Holter 24h. Tratamento com antiarrítmicos (sotalol, lidocaína, atenolol, amiodarona) ou marcapasso. Dobermann e Boxer têm predisposição genética a arritmias ventriculares fatais.
Síndrome de Wobbler em Cachorro: Compressão Cervical e Ataxia
A síndrome de Wobbler (espondilomielopatia cervical) é a compressão da medula espinhal no segmento cervical — causa ataxia dos membros posteriores com marcha 'cambaleante'. Doberman e Great Dane são as raças mais afetadas. Tratamento cirúrgico (distração-estabilização) é definitivo em casos graves. Diagnóstico por RM cervical.
Uroabdômen em Cachorro: Ruptura da Bexiga e Uroperitônio
O uroabdômen ocorre quando urina vaza para o abdômen por ruptura da bexiga ou ureter — causando hipercalemia, azotemia e acidose graves. Traumas (atropelamento) são a causa mais comum. A relação creatinina fluido/creatinina sérica > 2 confirma o diagnóstico. A cirurgia é urgente, mas o paciente deve ser estabilizado antes.
Úlcera Gástrica em Cachorro: Melena, AINEs e Proteção Mucosa
A úlcera gástrica no cão é causada principalmente por AINEs (aspirina, meloxicam, carprofeno), corticoides, uremia e neoplasia. A melena (fezes negras e pegajosas) é o sinal de sangramento gástrico. O omeprazol é a proteção mais eficaz. Perfuração gástrica com peritonite é a complicação fatal. Nunca combinar AINE com corticoide.
Úlcera Corneal em Cachorro: Diagnóstico com Fluoresceína e Tratamento
A úlcera corneal é a erosão do epitélio da córnea — causa dor, blefaroespasmo e lacrimejamento. Diagnóstico pelo teste de fluoresceína (mancha verde). Braquicefálicos são os mais afetados. Antibiótico tópico e colírio lubrificante para úlceras simples. Úlcera estromal profunda e descemetocele são emergências cirúrgicas.
Tumor Venéreo Transmissível em Cachorro (TVT): Diagnóstico e Tratamento
O tumor venéreo transmissível (TVT) é um tumor biologicamente único — transmitido por contato direto (cópula) como um aloenxerto de células tumorais vivas. Causa lesões genitais exuberantes. Única neoplasia canina transmissível. Quimioterapia com vincristina tem taxa de cura > 95%. Endêmico em cidades brasileiras com cães errantes.
Tumor Testicular em Cachorro: Sertoli, Seminoma e Leydig
Os tumores testiculares são os tumores mais comuns em machos inteiros idosos — Sertoli, seminoma e Leydig são os três tipos principais. O tumor de células de Sertoli é o único com potencial para feminização (atrofia do pênis, ginecomastia, simetria alopecia) por produção de estrógeno. Criptorquidismo aumenta 10× o risco de neoplasia. Orquiectomia bilateral é o tratamento definitivo.
Tumor Nasal Canino: Carcinoma e Epistaxe Unilateral
Os tumores nasais representam 1-2% dos tumores caninos — carcinoma (60-70%) e sarcoma (30%). Epistaxe unilateral progressiva + deformidade facial são os sinais clínicos mais comuns. Cães de focinho longo (Collie, Pastor Alemão) são mais afetados. Radioterapia é o tratamento de escolha — cirurgia isolada não melhora a sobrevida. Diagnóstico por TC e biópsia.
Tumor Cerebral em Cachorro: Meningioma, Glioma e Convulsões
Os tumores cerebrais primários mais comuns no cão são o meningioma e o glioma. Convulsões de início abrupto em cão adulto ou idoso sem história prévia são o sinal mais frequente. Ressonância magnética é o padrão ouro. O meningioma tem melhor prognóstico — ressecção cirúrgica + radioterapia aumenta a sobrevida.
Tumor de Bexiga em Cachorro: Carcinoma de Células de Transição
O carcinoma de células de transição (CCT) é o tumor vesical mais comum em cães — representa 90% dos tumores da bexiga. Predileção pelo trígono (área de saída da bexiga), o que dificulta a ressecção cirúrgica. Hematúria e sinais de cistite refratária são os principais sinais. Piroxicam como quimioterapia oral de acesso. Beagle, Schnauzer e fêmeas são os mais afetados.
Tromboembolismo Pulmonar em Cachorro: Coágulo no Pulmão
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é a obstrução das artérias pulmonares por coágulo — causa dispneia aguda, cianose e colapso. Síndrome nefrótica, hipoadrenocorticismo e hipercoagulabilidade são as causas mais comuns. Heparinização e oxigenoterapia são os pilares do tratamento. Diagnóstico é um desafio — exige alta suspeita clínica.
Tromboembolismo Aórtico em Cachorro: Trombose da Bifurcação
O tromboembolismo aórtico (TEA) canino é a oclusão da bifurcação aórtica por trombo — causa paresia/paralisia aguda dos membros posteriores com dor intensa. Diferente do gato (saddle thrombus), no cão está frequentemente associado a hiperadrenocorticismo, neoplasia e doença cardíaca. Tratamento anticoagulante + suporte. Prognóstico variável com a extensão da oclusão.
Tricuríase em Cachorro: Trichuris vulpis e Colite Crônica
A tricuríase é a infecção por Trichuris vulpis — o 'verme chicote' que se enterra na mucosa do intestino grosso e ceco. Principal causa de colite verminótica crônica no cão. Fezes com muco e sangue vermelho vivo. Ovos muito resistentes no ambiente (até 5 anos). Fenbendazol por 3 dias é o tratamento de escolha.
Trauma Torácico em Cachorro: Contusão Pulmonar, Costelas e Pneumotórax Traumático
O trauma torácico é emergência frequente em cães — atropelamento, queda de altura e mordida de animais maiores são as causas mais comuns no Brasil. Contusão pulmonar é lesão invisível na radiografia inicial que piora em 24-48h. Pneumotórax traumático requer toracocentese imediata. Tórax instável (segmento flácido) é emergência ventilatória. Analgesia adequada é tão importante quanto o suporte ventilatório.
Toxoplasmose em Cachorro: Toxoplasma gondii e Doença Sistêmica
A toxoplasmose canina é causada por Toxoplasma gondii — o cão é hospedeiro intermediário (não elimina oocistas nas fezes). Em cães imunossuprimidos, a toxoplasmose causa doença sistêmica grave: pneumonia, encefalite, miosite. O principal risco zoonótico é do gato, não do cão. Clindamicina é o tratamento de escolha.