Guias e conteúdos para tutores
Reunimos guias práticos sobre comportamento, escolha de raça, treinamento e saúde para você ser o melhor tutor possível.
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Intoxicação por Warfarina em Cachorro: Rodenticidas Anticoagulantes
Os rodenticidas anticoagulantes (warfarina, brodifacoum, bromadiolona) inibem a vitamina K epóxido redutase, bloqueando a síntese de fatores de coagulação — causando hemorragia grave 2-7 dias após a ingestão. Tratamento com vitamina K1 oral por 4-6 semanas. Diagnóstico pelo PT/TTPA prolongados. Brodifacoum tem meia-vida longa (semanas).
Intoxicação por Paracetamol em Cachorro: Metemoglobinemia e Hepatotoxicidade
O paracetamol (acetaminofeno) é extremamente tóxico para cães e fatal para gatos — mesmo em doses terapêuticas humanas. Em cães, causa metemoglobinemia (hemoglobina que não carrega O₂) e necrose hepática centrolobular. O antídoto é N-acetilcisteína (NAC) e ácido ascórbico IV. Nunca usar paracetamol em animais sem prescrição veterinária.
Intoxicação por Metaldehyde em Cachorro: Veneno de Lesmas
O metaldehyde (metacetaldeído) é o ingrediente ativo de iscas para lesmas e caracóis — altamente tóxico para cães, frequentemente atraente por sabor. Causa tremores musculares intensos e convulsões por supressão do GABA, hipertermia grave e acidose metabólica. Sem antídoto específico — controle de convulsões e suporte são essenciais. Pode ser fatal em 1-4 horas.
Intoxicação por Ivermectina em Cachorro: MDR1/ABCB1 e Raças Sensíveis
A ivermectina é segura na maioria dos cães em doses antiparasitárias, mas em raças com mutação MDR1/ABCB1 (Pastor Americano, Collie, Border Collie) pode causar neurotoxicidade grave — ataxia, depressão, coma. A glicoproteína-P normalmente expulsa a ivermectina do SNC; sem ela, o fármaco acumula. Diagnóstico clínico. Lipossoma IV acelera recuperação.
Intoxicação por Ibuprofeno em Cachorro: AINEs e Úlcera Gástrica
O ibuprofeno é altamente tóxico para cães — causa úlcera gástrica hemorrágica, insuficiência renal aguda e toxicidade do SNC em doses relativamente baixas. A dose tóxica começa em ~25 mg/kg. Tratamento: descontaminação precoce, misoprostol/sucralfato, suporte renal. Nunca usar AINEs humanos em cães sem prescrição veterinária.
Intoxicação por Chocolate em Cachorro: Metilxantinas e Teobromina
O chocolate contém teobromina e cafeína — metilxantinas que inibem a fosfodiesterase e bloqueiam receptores de adenosina, causando taquicardia, tremores, convulsões e morte em cães. A teobromina é metabolizada 10 vezes mais lentamente em cães que em humanos. Chocolate amargo e cacau em pó são os mais perigosos. Tratamento: descontaminação + suporte.
Insuficiência Renal Aguda em Cachorro: Causas, Diagnóstico e Urgência
A Injúria Renal Aguda (IRA) é uma emergência veterinária — deterioração rápida da função renal com azotemia crescente, oligúria/anúria e desequilíbrio eletrolítico. Causas: nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos, lírio, uva/passa, etileno-glicol), isquemia (hipotensão, choque), infecciosa (leptospirose). Fluidoterapia IV intensiva é o pilar do tratamento. Prognóstico: depende da causa e da reversibilidade.
Hot Spot em Cachorro: Dermatite Úmida Aguda — Causa e Tratamento
O hot spot (Dermatite Úmida Aguda, DUA) é uma lesão cutânea superficial que se forma em horas por lambedura ou coçada intensa sobre um estímulo pruriginoso — picada de inseto, otite, displasia de quadril. A lesão úmida, eritematosa e rapidamente expansiva parece grave mas responde bem ao tratamento: tricotomia, limpeza e medicação tópica + tratar a causa.
Hipertensão Sistêmica em Cachorro: Pressão Alta Canina
A hipertensão sistêmica (pressão arterial elevada) em cães é quase sempre secundária — doença renal crônica (causa mais comum), hiperadrenocorticismo, hipotireoidismo, feocromocitoma. Pressão >160 mmHg sistólica já é hipertensão; >180 mmHg causa dano a órgãos-alvo (retina, rim, coração, cérebro). Tratamento de primeira linha: amlodipina. Diagnóstico requer múltiplas aferições.
Falsa Gestação em Cachorra: Pseudociese e Prolactina
A falsa gestação (pseudociese) é uma condição hormonal fisiológica em cadelas não castradas — ocorre 4-9 semanas após o cio e é causada pela queda de progesterona com aumento relativo de prolactina. Produção de leite, comportamento maternal, ninhos. A maioria resolve espontaneamente; casos graves necessitam de cabergolina. Castração é a única prevenção definitiva.
Estenose Pilórica em Cachorro: Vômito Crónico e Diagnóstico Ultrassonográfico
A estenose pilórica em cães é o estreitamento da saída do estômago (piloro) que impede o esvaziamento gástrico normal — causando vômito projectile crônico sem sangue e progressivo. Pode ser congênita (raças braquicefálicas) ou adquirida (hipertrofia muscular em adultos). Diagnóstico por ultrassom ou contraste baritado. Tratamento cirúrgico: piloromiotomia ou piloroplastia.
Doença Valvular Mitral em Cachorro: A Causa Mais Comum de Insuficiência Cardíaca
A doença mixomatosa da valva mitral (MMVD) é a cardiopatia adquirida mais frequente em cães — afeta 10% de todos os cães e até 90% dos Cavalier King Charles Spaniels acima de 10 anos. Degeneração mixomatosa dos folhetos valvulares → regurgitação → insuficiência cardíaca congestiva. Diagnóstico: ecocardiograma. Tratamento com pimobendan + enalapril + furosemida nos estágios avançados.
Distocia e Cesariana em Cadela: Parto Difícil Canino
Distocia é qualquer dificuldade no parto que impede a saída normal dos filhotes. Raças braquicéfalas têm altíssima incidência (Bulldog Inglês, Bulldog Francês, Pug). Diagnóstico: inércia uterina vs obstáculo mecânico. Tratamento clínico (oxitocina) ou cirúrgico (cesariana). Tempo é crítico — filhotes morrem em 4-6 horas de obstrução.
Displasia Coxofemoral em Cachorro: O que é, Diagnóstico e Tratamento
A displasia coxofemoral (DCF) é a malformação ortopédica hereditária mais comum em cães — afeta a articulação do quadril causando incongruência entre a cabeça femoral e o acetábulo, levando à artrose progressiva. Raças grandes e gigantes têm maior prevalência. Diagnóstico radiográfico (OFA, PennHIP). Tratamento: cirúrgico ou conservador dependendo da gravidade e da idade.
Dermatite Alérgica à Pulga em Cachorro: DAP e Hipersensibilidade
A dermatite alérgica à pulga (DAP) é a dermatose mais comum em cães — causada por hipersensibilidade à saliva de Ctenocephalides felis. Um único mordida de pulga desencadeia prurido intenso que persiste por dias. Distribuição característica: lombar-dorsal, raiz da cauda e face interna das coxas. Diagnóstico: história + distribuição + achados clínicos. Controle permanente de pulgas é obrigatório.
Conjuntivite em Cachorro: Causas, Sintomas e Tratamento
A conjuntivite canina é inflamação da conjuntiva — pode ser bacteriana, viral, alérgica, por corpo estranho ou secundária a doença sistêmica (cinomose). Secreção mucopurulenta bilateral, olhos vermelhos, blefarospasmo. Diagnóstico inclui Schirmer (excluir olho seco), fluorescência (excluir úlcera). Colírio antibiótico é eficaz na forma bacteriana.
Cachorro Pode Comer Tangerina? Mexerica, Mimosa e Citros Suaves
A tangerina (Citrus reticulata) — também chamada mexerica, mimosa ou bergamota — é um citros de baixa acidez e alta palatabilidade, o que a torna mais atraente para cães que o limão. A polpa é segura em pequenas quantidades. A casca contém limoneno (óleo essencial) — evitar. Sementes: remover. Açúcar moderado (11-13g/100g).
Cachorro Pode Comer Tamarindo? Acidez, Açúcar e Laxativo Natural
O tamarindo (Tamarindus indica) não é tóxico para cães, mas sua acidez intensa (pH ~2) e alto teor de açúcar (38-40g/100g na polpa) o tornam uma fruta de risco gastro moderado. Em pequenas quantidades, a polpa é segura. O efeito laxativo é real — ácido tartárico + fibra solúvel. Sementes são duras e indigestas.
Cachorro Pode Comer Romã? O Que Saber Sobre Sementes e Casca
A polpa da romã é segura em pequenas quantidades — antocianinas, vitamina C, polifenóis. As sementes são pequenas e não tóxicas, mas a casca concentra taninos e ácido elágico em doses que causam gastroenterite. Em grandes quantidades, os taninos podem causar vômito e diarreia. Prefira extrair a polpa sem casca.
Cachorro Pode Comer Repolho? Fibra, Gases e Goitrógenos
O repolho (Brassica oleracea var. capitata) é seguro para cães em pequenas quantidades — fibra, vitamina K e vitamina C. Como toda brássica, contém glicosinolatos que causam gases significativos e, em uso crônico intenso, interferem na tireóide. Cozido reduz os compostos problemáticos. Repolho roxo tem mais antocianinas que o branco.
Cachorro Pode Comer Quinoa? Pseudocereal Seguro com Proteína Completa
A quinoa é segura para cães cozida — tecnicamente um pseudocereal, não um grão verdadeiro. Oferece proteína completa (todos os aminoácidos essenciais), fibras e ferro. A saponina na casca pode irritar o trato GI — lavar bem antes de cozinhar. Quinoa pré-lavada de supermercado é a mais prática. Excelente alternativa sem glúten para cães com intolerância.
Cachorro Pode Comer Quiabo? Mucilagem, Fibra e Benefícios Intestinais
O quiabo (Abelmoschus esculentus) é seguro para cães — rico em fibra solúvel (mucilagem) que atua como prebiótico e protege a mucosa intestinal. Vitamina C, vitamina K e folato. Baixa caloria. A mucilagem viscosa pode parecer estranha na boca de alguns cães. Cozido reduz a viscosidade. Sem toxinas conhecidas.
Cachorro Pode Comer Pitaya? Benefícios e Cuidados
A pitaya (fruta do dragão) é segura para cães em quantidade moderada — fonte de vitaminas C e B, antioxidantes e fibras. Remover sempre a casca antes de oferecer. Oferecer como petisco ocasional, não como parte regular da dieta. A polpa branca e a vermelha são igualmente seguras.
Cachorro Pode Comer Pitanga? Fruta Brasileira Nativa
A pitanga (Eugenia uniflora) é uma fruta brasileira nativa, segura para cães em pequenas quantidades — rica em licopeno e vitamina C. Remova as sementes (pequenas mas com taninos). A pitanga vermelha-escura ou roxa tem mais antioxidantes que a laranja. Introduzir gradualmente pela acidez moderada.