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Reunimos guias práticos sobre comportamento, escolha de raça, treinamento e saúde para você ser o melhor tutor possível.

Artigos — página 13 de 64

Saúde

Miosite dos Músculos Mastigatórios em Cães: Trismo e Atrofia

A Miosite dos Músculos Mastigatórios (MMM — Masticatory Muscle Myositis) é uma doença inflamatória imunomediada que afeta exclusivamente os músculos temporais, masseteres e pterigoides — que expressam o tipo de fibra muscular 2M, ausente em outros músculos do corpo. Anticorpos anti-2M destroem seletivamente esses músculos. Fase aguda: trismo doloroso, dificuldade em abrir a boca. Fase crônica: atrofia grave dos músculos temporais → aspecto de 'crânio com couro'. Diagnóstico: sorologia para anticorpo anti-fibra 2M (90% sensibilidade) ou biópsia. Tratamento: imunossupressão com prednisona.

31 de maio de 2026
Saúde

Miosite Masticatória em Cães: Quando as Mandíbulas Travam

A miosite masticatória (MM) é uma doença autoimune específica dos músculos mastigatórios (masseter, temporal, pterigóideo) — os únicos que contêm fibras musculares do tipo 2M, que desencadeiam resposta imune. Fase aguda: inchaço doloroso + dificuldade de abrir a boca. Fase crônica: atrofia muscular grave + trismo (mandíbula travada). Diagnóstico: anticorpo anti-2M (ELISA). Tratamento: imunossupressão com prednisona. Pastor Alemão: alta predisposição.

31 de maio de 2026
Saúde

Miocardite em Cães: Inflamação do Músculo Cardíaco

A miocardite em cães é a inflamação do miocárdio (músculo cardíaco), causada principalmente por agentes infecciosos — no Brasil, a Doença de Chagas (Trypanosoma cruzi) é uma causa endêmica relevante e frequentemente subdiagnosticada. Outras causas: parvovírus, leptospirose, toxoplasmose. A miocardite aguda pode causar arritmias fatais e morte súbita; a crônica evolui para cardiomiopatia dilatada (DCM). Diagnóstico: ECG, ecocardiografia e troponina I cardíaca. Tratamento: específico à causa + antiarrítmicos.

31 de maio de 2026
Saúde

Micoplasmose Hemotrópica em Cães: Mycoplasma haemocanis

A micoplasmose hemotrópica canina é causada pelo Mycoplasma haemocanis (antes: Hemobartonella canis) — bactéria que infecta e destrói as hemácias do cão causando anemia hemolítica. Transmitida por carrapatos. A maioria dos cães é portadora assintomática — a doença clínica ocorre em cães esplenectomizados ou imunossuprimidos. Diagnóstico: esfregaço de sangue + PCR. Tratamento: doxiciclina + prednisolona.

31 de maio de 2026
Saúde

Leishmaniose Tegumentar em Cães: Leishmania braziliensis

A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em cães é causada principalmente por Leishmania (Viannia) braziliensis — diferente da Leishmaniose Visceral (L. infantum/chagasi). Na LTA canina: lesões cutâneas e mucosas (úlceras, nódulos, alopecia, descamação) sem necessariamente comprometimento visceral grave. Vetor: flebotomíneo Lutzomyia sp. (especialmente L. intermedia, L. whitmani). Diagnóstico: biópsia + PCR. Tratamento: meglumine antimoniate (Glucantime) ± anfotericina B. Risco de zoonose: o cão é reservatório para a LTA humana.

31 de maio de 2026
Saúde

Hipotermia em Cães: Temperatura Baixa, Urgência Real

A hipotermia canina ocorre quando a temperatura corporal cai abaixo de 37°C (normal: 38,0-39,2°C). Causas: exposição ao frio/umidade, imersão em água fria, anestesia prolongada, hipoglicemia, neonatal. Classificação: leve (32-37°C), moderada (28-32°C), grave (< 28°C). Sinais: tremores → rigidez → torpor → coma. Aquecimento: gradual e passivo — nunca fonte de calor direta na pele. Fluido IV morno. Urgência veterinária em moderada e grave.

31 de maio de 2026
Saúde

Hiperqueratose Nasal em Cães: O Nariz Seco e Rachado

A hiperqueratose nasal em cães é o espessamento excessivo e endurecimento da plano nasal (trufa) — o nariz fica seco, rachado, com camadas de queratina sobrepostas. Pode ser idiopática (hereditária — mais comum em Labradores, Goldens, Cocker e certos terriers), associada a doenças sistêmicas (Lúpus, Cinomose, pênfigo) ou nutricional (deficiência de zinco). Diagnóstico: biópsia + exclusão de causas sistêmicas. Tratamento: hidratação tópica com vaselina ou óleos humectantes — sem cura definitiva na forma idiopática. Prevenção de fissuras infectadas: fundamental.

31 de maio de 2026
Saúde

Hiperaldosteronismo Primário em Cães: Quando a Adrenal Produz Aldosterona em Excesso

O hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn canina) é a produção excessiva e autônoma de aldosterona pelo córtex adrenal — geralmente por adenoma ou carcinoma adrenocortical. Sinais: hipertensão arterial, hipocalemia (fraqueza muscular, poliúria), hipernatremia. Diferente do hiperadrenocorticismo (Cushing) — não há elevação de cortisol. Raro em cães — mais comum em gatos. Diagnóstico: aldosterona sérica elevada + imagem da adrenal (ultrassom, TC). Tratamento: adrenalectomia (definitivo) ou espironolactona + controle da hipertensão.

31 de maio de 2026
Saúde

Hepatopatia Vacuolar em Cães: O Fígado e o Cortisol

A hepatopatia vacuolar (HV) é a hepatopatia mais comum em cães — acúmulo de glicogênio e lipídios nos hepatócitos, causado principalmente por excesso de glicocorticoides (Cushing, corticoterapia iatrogênica). Fígado aumentado (hepatomegalia) + FA muito elevada + ALT leve a moderada. Diagnóstico: ultrassom + biópsia hepática. Tratamento: tratar a causa (hipercortisolismo). Schnauzer Miniatura, Poodle e Boxer têm predisposição especial.

31 de maio de 2026
Saúde

Hemoplasmose Canina: Infecção por Mycoplasma haemocanis

A Hemoplasmose canina (anteriormente Haemobartonellose) é causada por Mycoplasma haemocanis — um micoplasma hemotrófico que parasita a superfície dos eritrócitos. Transmitida por carrapatos (Rhipicephalus sanguineus principalmente). Geralmente subclínica em cães imunocompetentes — anemia hemolítica significativa principalmente em esplenectomizados ou imunossuprimidos. Diagnóstico: PCR (padrão-ouro) ou esfregaço de sangue periférico. Tratamento: doxiciclina. Importante distinguir de Babesia spp.

31 de maio de 2026
Saúde

Glucosamina e Condroitina para Cães: O Que a Ciência Diz

Glucosamina e condroitina são os suplementos articulares mais usados em cães — frequentemente combinados em um produto único. A glucosamina é precursora do proteoglicano da cartilagem; a condroitina inibe enzimas catabólicas. Evidência: moderada (não cura a osteoartrite, mas melhora conforto em muitos pacientes). Dose indicativa: glucosamina 15-20 mg/kg/dia; condroitina ~10 mg/kg/dia. Uso: osteoartrite canina, pós-cirurgia ortopédica. Raças grandes com displasia: benefício real mas expectativa calibrada.

31 de maio de 2026
Saúde

Glicogenose (GSD) em Cães: Doença de Armazenamento de Glicogênio

As Glicogenoses (GSD — Glycogen Storage Disease) são erros inatos do metabolismo do glicogênio — acúmulo em músculos, fígado e/ou coração por deficiência enzimática. Autossômicas recessivas. Tipo II (Doença de Pompe — deficiência de alfa-glucosidase ácida/GAA): Lapphund sueco, Lapphund finlandês, Boykin Spaniel. Sinais: fraqueza muscular progressiva, cardiomegalia, intolerância ao exercício. Diagnóstico: atividade enzimática + DNA. Sem cura — suporte.

31 de maio de 2026
Saúde

Gangliosidose (GM1 e GM2) em Cães: Doença Lisossomal Neurológica

As Gangliosidoses (GM1 — deficiência de beta-galactosidase; GM2 — deficiência de beta-hexosaminidase A/B) são doenças lisossomais hereditárias com acúmulo de gangliosídeos nos neurônios — levando a neurodegeneração progressiva fatal. Autossômicas recessivas. GM1: Portuguese Water Dog, Beagle, Siamese; GM2 (Sandhoff): Toy Poodle, Shih Tzu, Bouvier. Sinais: ataxia, tremor, cegueira, demência. Diagnóstico: atividade enzimática + DNA. Sem cura.

31 de maio de 2026
Saúde

Estenose Aórtica em Cães: A Cardiopatia Congênita Mais Comum

A Estenose Aórtica (EA) — especificamente a Estenose Subaórtica (ESA) — é a cardiopatia congênita mais frequente em cães de raças grandes. Obstrução ao fluxo de saída do ventrículo esquerdo por anel fibroso subvalvular. Golden Retriever, Newfoundland, Rottweiler, German Shepherd, Boxer são raças de alto risco. Herança autossômica dominante provável. Diagnóstico: ecocardiografia Doppler (velocidade de pico >2.5 m/s = suspeita). Risco real de morte súbita em formas graves. Tratamento: atenolol (clínico) ou valvuloplastia por balão (casos selecionados).

31 de maio de 2026
Saúde

Esfingomielinose (Niemann-Pick) em Cães: Doença Lisossomal por Esfingolipídeos

A Esfingomielinose (Niemann-Pick canina — Tipo A/B: deficiência de esfingomielinase/SMPD1; Tipo C: deficiência de proteínas NPC1/NPC2 de transporte de colesterol) é uma doença lisossomal hereditária com acúmulo de esfingomielina ou colesterol não esterificado. Autossômica recessiva. Tipo C documentado em: Domestic Shorthair cat (principalmente), relatos em cães (Boxer, Labrador). Sinais: ataxia, hepatoesplenomegalia, demência. Diagnóstico: filipina staining + DNA. Sem cura.

31 de maio de 2026
Saúde

Embolia Fibrocartilaginosa em Cães: O AVC da Medula Espinhal

A Embolia Fibrocartilaginosa (EFC) é a oclusão súbita de vasos sanguíneos da medula espinhal por material fibrocartilaginoso — o equivalente a um AVC medular. Instalação hiperaguda (segundos a minutos), não progressiva e NÃO DOLOROSA — diferença crucial da hérnia de disco. Raças grandes de médio porte: Labrador, Golden Retriever, GSD. Diagnóstico: RM (TC e radiografia geralmente normais). Tratamento: suporte e fisioterapia — sem intervenção cirúrgica. Prognóstico: variável mas muitos recuperam parcialmente.

31 de maio de 2026
Saúde

Doença de Chagas em Cães: Trypanosoma cruzi e o Barbeiro

A doença de Chagas canina é causada pelo Trypanosoma cruzi — transmitido pelo barbeiro (Triatoma infestans e outras espécies) pelas fezes contaminadas. O cão é reservatório e sentinela epidemiológica da doença de Chagas no Brasil. Fase aguda: febre, anorexia, linfonodos aumentados, sinal de Romaña possível. Fase crônica: cardiomiopatia chagásica. Diagnóstico: sorologia (RIFI/ELISA) + PCR. Tratamento limitado — sem droga eficaz validada em cães.

31 de maio de 2026
Saúde

Diskospondilite em Cães: Infecção do Disco Intervertebral

A diskospondilite (DSP) é a infecção bacteriana ou fúngica do disco intervertebral e dos corpos vertebrais adjacentes. Causa: hematogênica (Brucella canis é a mais importante), Staphylococcus pseudintermedius, Streptococcus, Aspergillus. Sinais: dor vertebral grave + paraparesia progressiva. Diagnóstico: radiografia (destruição vertebral) + cultura. Brucella canis: ZOONOSE. Tratamento: antibioticoterapia prolongada (6-12 semanas).

31 de maio de 2026
Saúde

Disbiose Intestinal em Cães: Microbiota Desequilibrada e Consequências

A disbiose intestinal em cães é o desequilíbrio quantitativo e/ou qualitativo da microbiota intestinal — alteração na composição das bactérias, fungos e outros microrganismos do trato gastrointestinal. Manifestações: diarreia crônica, fezes pastosas, flatulência excessiva, perda de peso, má absorção. Causas: antibioticoterapia, dieta inadequada, estresse, parasitas, doenças inflamatórias intestinais. Diagnóstico: cultura fecal, PCR metagenômica (mais sensível). Tratamento: probióticos, prebióticos, dieta de alta digestibilidade, tratar causa primária. O microbioma canino é um campo em rápida evolução.

31 de maio de 2026
Saúde

Derrame Pericárdico em Cães: O Líquido ao Redor do Coração

O derrame pericárdico (DP) é o acúmulo de líquido no saco pericárdico — entre o coração e o pericárdio. Causa: hemangiosarcoma cardíaco (Golden Retriever), mesotelioma pericárdico, idiopático (cão de grande porte). Tamponamento cardíaco: emergência — o líquido comprime o coração, impedindo o enchimento. Sinais: fraqueza, distensão abdominal, colapso. Diagnóstico: ecocardiograma. Tratamento: pericardiocentese de emergência.

31 de maio de 2026
Saúde

Dermatomiosite Familiar em Cães: Collie e Sheltie

A Dermatomiosite Familiar Canina (DFC) é uma doença hereditária inflamatória que afeta simultaneamente a pele e a musculatura em Collie de Pelo Longo, Collie de Pelo Curto e Shetland Sheepdog (Sheltie). Gene ITGB6 associado. Vesículas e erosões cutâneas no focinho, orelhas e ponta da cauda surgem aos 3-6 meses. Atrofia muscular segue as lesões de pele. Espectro variável: formas leves a incapacitantes. Tratamento: imunossupressão + vitamina E.

31 de maio de 2026
Saúde

Comunicação Interventricular em Cães: O Defeito do Septo Ventricular

A Comunicação Interventricular (CIV) é uma abertura anormal no septo interventricular — shunt esquerdo-direito que causa sobrecarga de volume do ventrículo esquerdo e da circulação pulmonar. Mais comum em Bulldog Inglês, Beagle, Cocker Spaniel, English Springer Spaniel. Defeitos pequenos (doença de Roger): assintomáticos, sopro intenso sem comprometimento hemodinâmico. Defeitos grandes: hipertensão pulmonar progressiva → Síndrome de Eisenmenger. Diagnóstico: ecocardiografia Doppler. Tratamento: cateterismo com oclusor ou cirurgia cardíaca.

31 de maio de 2026
Saúde

Comunicação Interatrial em Cães: O Defeito do Septo Atrial

A Comunicação Interatrial (CIA) é uma abertura anormal entre os átrios direito e esquerdo — shunt esquerdo-direito que causa sobrecarga de volume do coração direito e, ao longo do tempo, hipertensão pulmonar. CIA é menos comum que a estenose subaórtica e a estenose pulmonar, mas clinicamente relevante. Diagnóstico: ecocardiografia Doppler (fluxo interatrial turbulento). Defeitos pequenos: podem fechar espontaneamente ou permanecer clinicamente silenciosos. Defeitos grandes: cateterismo cardíaco (Amplatzer septal occluder) ou cirurgia.

31 de maio de 2026
Saúde

Colapso Induzido por Exercício no Labrador Retriever (EIC)

O Colapso Induzido por Exercício (EIC — Exercise-Induced Collapse) é uma condição genética autossômica recessiva do Labrador Retriever — mutação no gene DNM1 (dinamin 1). Após 5-20 minutos de exercício intenso: fraqueza progressiva, ataxia e colapso completo — com recuperação espontânea em 5-25 min de repouso. Afeta 1-3% dos Labradores. Teste de DNA disponível (Embark, Wisdom Panel). Manejo: evitar exercício de alta intensidade. Sem cura — condição gerenciável.

31 de maio de 2026