
Sloughi
O Sloughi é a personificação da nobreza e resistência do deserto, um lebrél de beleza austera e agilidade extrema. De porte grande e constituição extraordinariamente esguia e seca, ele possui uma silhueta aerodinâmica impecável com um peito profundo e cintura muito fina. Sua pelagem é curta, fina e densa, apresentando-se em tons de areia e fulvo que mimetizam as cores do Magrebe. Sua cabeça é longa e refinada, com olhos grandes e escuros que transmitem uma expressão de melancolia digna e inteligência alerta. É um cão silencioso, intensamente leal à sua família e dotado de uma sensibilidade aguçada, sendo um dos lebréis mais resilientes e velozes do mundo.
As origens do Sloughi remontam à Antiguidade no Norte da África, sendo o cão sagrado dos povos nômades Beduínos e Berberes. Por milênios, o Sloughi foi o caçador de elite de gazelas, javalis e lebres, sendo o único cão permitido a viver dentro das tendas das famílias, gozando de um status de quase igualdade com os humanos. Os nômades o chamavam de 'El Hor' (O Nobre). A raça foi preservada de forma pura devido ao isolamento do deserto e às leis tribais que proibiam cruzamentos. Foi reconhecido oficialmente pela FCI em 1975 e hoje é considerado o cão nacional de Marrocos, mantendo sua integridade funcional e estética imaculada.
Exames oftalmológicos anuais são indispensáveis. Monitoramento rigoroso para evitar torção gástrica. É vital utilizar protocolos anestésicos específicos para lebréis. Higiene bucal diária.
A manutenção da pelagem curta e fina é mínima, exigindo apenas uma escovação semanal leve para remover pelos mortos. Banhos devem ser ocasionais. É importante verificar a pele fina em busca de escoriações após corridas em terrenos ásperos. Devido ao baixo percentual de gordura, o Sloughi precisa de roupas de proteção em climas frios. Unhas devem ser mantidas curtas.
Necessita de exercícios moderados a intensos. Caminhadas diárias de 45 minutos são essenciais, aliadas a 2 ou 3 oportunidades por semana de correr em velocidade máxima em um local seguro e totalmente cercado. Uma vez exercitado, ele é extremamente tranquilo dentro de casa.
Dieta de alta qualidade dividida em pelo menos duas refeições por dia para evitar a torção gástrica. O controle das porções é importante para manter sua silhueta elegante e atlética.
O Sloughi é frequentemente confundido com o Saluki, mas o Sloughi possui uma constituição mais robusta, orelhas caídas sem franjas e uma pelagem sempre curta.
Eles possuem o que os especialistas chamam de 'visão de longo alcance', sendo capazes de detectar movimentos no horizonte do deserto a distâncias quilométricas.
Diferente de muitos galgos, o Sloughi possui um instinto de guarda territorial muito forte, sendo um vigilante silencioso e eficiente de sua casa e família.
Eles são conhecidos por terem pouco ou nenhum 'odor de cachorro', mantendo-se extremamente limpos e detestando lama ou chuva.
O Sloughi possui uma flexibilidade física extraordinária, sendo capaz de mudar de direção em plena velocidade máxima para acompanhar as manobras evasivas das gazelas.
Entre as tribos nômades do Norte da África, a morte de um Sloughi era lamentada quase tanto quanto a de um parente próximo. As mulheres beduínas costumavam fazer tatuagens de henna em seus braços representando o cão falecido, acreditando que ele continuaria protegendo a família no mundo espiritual.
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