
Alaskan Malamute
O Malamute do Alasca é um dos cães de trabalho mais antigos e imponentes do Ártico, uma verdadeira 'locomotiva' projetada para a força e resistência em condições extremas. De porte grande e constituição massiva e musculosa, ele possui uma pelagem dupla extraordinariamente densa, áspera e impermeável. Diferente de seu primo, o Husky Siberiano, o Malamute é construído para a tração pesada em velocidades moderadas, não para a velocidade pura. Suas orelhas são eretas e bem afastadas, e sua cauda é farta em pelos, carregada orgulhosamente como uma pluma sobre o dorso. É um cão de dignidade silenciosa, dotado de um temperamento amigável, dócil e intensamente leal à sua família humana.
A raça leva o nome dos Mahlemuts, uma tribo nômade Inuit do noroeste do Alasca. Por milênios, esses cães foram vitais para a sobrevivência da tribo: eles puxavam trenós carregados com suprimentos pesados, ajudavam na caça de focas e protegiam os acampamentos contra ursos polares. Durante a Corrida do Ouro no Klondike (1896), os Malamutes tornaram-se extremamente valiosos, sendo usados por mineradores para transporte em terrenos inacessíveis. A raça quase desapareceu devido ao cruzamento indiscriminado na época, mas foi salva por entusiastas que buscaram exemplares puros em regiões remotas. Em 1935, a raça foi oficialmente reconhecida pelo AKC e hoje é o cão oficial do estado do Alasca.
Check-ups ortopédicos e oftalmológicos anuais são essenciais. Testes genéticos para polineuropatia e condrodisplasia. Atenção rigorosa aos sinais de torção gástrica.
A manutenção da pelagem é alta. Exige escovação profunda pelo menos três vezes por semana para evitar que o subpelo forme placas de feltro. Durante a troca de pelo ( shedding ), a queda é massiva e a escovação deve ser diária. Banhos devem ser raros para preservar a oleosidade natural impermeável. As unhas devem ser mantidas curtas para suportar o peso massivo do cão.
Necessita de MUITO exercício físico diário. Caminhadas longas não são suficientes; ele precisa de atividades que envolvam força e resistência, como trilhas com mochila canina ou jogos de tração (mantendo o cuidado com as articulações). O estímulo mental é vital para evitar o tédio e a destruição.
Dieta de alta qualidade. Curiosamente, o Malamute exige menos comida proporcionalmente ao seu tamanho do que raças sedentárias, pois seu metabolismo é extremamente eficiente. Evite o sobrepeso a todo custo.
O Malamute do Alasca é considerado um dos descendentes mais diretos do lobo ártico, mantendo uma integridade genética primitiva notável.
Eles não são cães de latir; em vez disso, eles emitem um 'uivo falado' (woo-woo) e resmungos melódicos para se comunicarem com seus tutores.
Diferente dos Huskies, os Malamutes puros NUNCA possuem olhos azuis; seus olhos são invariavelmente castanhos ou amendoados.
Eles possuem uma habilidade instintiva de detectar gelo fino ou rachaduras sob a neve, salvando inúmeras vidas de exploradores árticos ao longo da história.
Apesar do tamanho, o Malamute é conhecido por ser um cão extremamente silencioso e limpo dentro de casa, assemelhando-se aos felinos em seus hábitos de higiene.
Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, os Malamutes do Alasca foram recrutados para servir como cães de transporte tático em montanhas inacessíveis da Europa e como batedores de busca e salvamento no Ártico, salvando centenas de aviadores cujos aparelhos haviam caído no gelo.
O Malamute do Alasca aparece nas nossas listas de recomendação para os seguintes perfis:
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