
Carolina Dog
O Carolina Dog, frequentemente chamado de 'Dingo Americano', é um dos cães mais fascinantes e geneticamente únicos do mundo. É uma raça primitiva, considerada um 'fóssil vivo', pois permaneceu inalterada por milênios nas florestas do sudeste dos Estados Unidos. De porte médio e constituição atlética, ele possui uma aparência que lembra muito o Dingo australiano: orelhas eretas e pontiagudas, focinho afilado e uma cauda em forma de 'anzol' (fish-hook tail). Sua expressão é inteligente e cautelosa. É um cão de matilha por excelência, dotado de sentidos aguçados e uma lealdade profunda à sua família, embora mantenha uma reserva típica de animais selvagens em relação a estranhos.
A raça foi 'descoberta' na década de 1970 pelo Dr. I. Lehr Brisbin Jr., um biólogo que notou cães de aparência idêntica vivendo de forma semi-selvagem em áreas remotas da Carolina do Sul e Geórgia. Testes de DNA sugerem que o Carolina Dog descende diretamente dos cães que acompanharam os primeiros povos paleo-índios através da ponte terrestre de Bering para a América do Norte há cerca de 8.000 anos. Diferente da maioria das raças criadas pelo homem, o Carolina Dog foi moldado exclusivamente pela seleção natural, sobrevivendo por milênios de forma independente antes de ser formalmente reconhecido como raça pelo United Kennel Club (UKC) em 1996.
Esta é uma das raças mais saudáveis do mundo devido à seleção natural. Check-ups anuais preventivos são suficientes. É importante testar a sensibilidade a medicamentos comuns em collies/pastores.
A manutenção da pelagem curta e densa é mínima. Uma escovação semanal é suficiente para remover pelos mortos. Banhos devem ser muito ocasionais, pois eles se limpam constantemente como os felinos. Unhas devem ser mantidas curtas.
Necessita de exercícios diários moderados a intensos. Caminhadas longas e tempo para explorar áreas seguras com o nariz são essenciais. Ele adora jogos que simulem a caça ou o trabalho em grupo.
Dieta balanceada de alta qualidade. Eles tendem a ser comedores eficientes e raramente apresentam obesidade se mantidos ativos.
As fêmeas de Carolina Dog têm o hábito instintivo de cavar pequenos buracos no solo para enterrar suas fezes, um comportamento de sobrevivência para evitar atrair predadores maiores.
Eles são conhecidos como 'Old Yeller' devido à sua semelhança com o cão do famoso livro e filme americano.
A raça possui uma 'temporada de acasalamento' única, geralmente entrando no cio apenas uma vez por ano, assim como os lobos e dingos.
Eles possuem um faro tão apurado que são capazes de detectar pequenos roedores vivendo sob camadas profundas de solo.
O Carolina Dog é extremamente limpo e não possui quase nenhum 'odor de cachorro' característico.
Estudos de DNA mitocondrial provaram que o Carolina Dog não possui parentesco com os cães europeus levados pelos colonos, sendo um descendente direto dos cães de caça asiáticos que cruzaram a Beríngia com os ancestrais dos nativos americanos, tornando-os o elo perdido da canicultura no Novo Mundo.
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