Leishmaniose Canina
Doença causada pelo protozoário Leishmania infantum, transmitida pela picada do flebotomíneo (mosquito-palha), endêmica em várias regiões do Brasil.
A leishmaniose visceral canina é uma das doenças mais graves e prevalentes em cães no Brasil, com mais de 35.000 casos anuais notificados.
Transmissão: Picada de flebotomíneo infectado (Lutzomyia longipalpis). O cão é o principal reservatório doméstico. Não é transmitida diretamente de cão para humano — precisa do mosquito.
Áreas endêmicas: Nordeste, Norte e Centro-Oeste têm maior prevalência. Interior de SP, MG e outros estados também registram casos.
Sintomas: Perda de peso progressiva, lesões na pele, crescimento excessivo das unhas (onicogrifose), queda de pelo ao redor dos olhos, linfonodos aumentados, e em fases avançadas, insuficiência renal.
Diagnóstico: Exame sorológico (RIFI ou ELISA) ou PCR. Cães positivos devem ser comunicados à vigilância sanitária municipal.
Tratamento: Milteforan (miltefosina) é o tratamento disponível no Brasil, mas controla sem curar definitivamente. Tratamento é caro e vitalício.
Prevenção: Vacina Leish-Tec (disponível no Brasil), coleira de deltametrina, repelente, tela fina nas janelas, e evitar o animal fora de casa ao entardecer.