Plasmocitoma em Cães: Tumor de Plasmócitos Localizado com Prognóstico Excelente
O plasmocitoma extramedular é um tumor de plasmócitos localizado — diferente do mieloma múltiplo (difuso e grave). É o TERCEIRO tumor oral mais comum em cães (após epúlis e melanoma). Afeta principalmente pele (patas, orelhas, lábios) e boca (gengiva, palato). Citologia diagnóstica: plasmócitos com cromatina 'em roda de carroça'. Cirurgia de excisão = curativo em 95% dos plasmocitomas cutâneos. Raramente tem proteína M ou destruição óssea. Prognóstico excelente para forma cutânea isolada.
O oncologista veterinário havia realizado a PAAF do nódulo rosado de dois centímetros na pata dianteira do Cocker Spaniel de dez anos — a citologia que havia mostrado as células com citoplasma azulado abundante e o núcleo excêntrico com a cromatina organizada como raios de roda de carroça que havia sido o aspecto que havia diferenciado o plasmócito neoplásico do mastócito e do histiócito antes que qualquer histopatologia confirmasse o diagnóstico, e que a triagem sistêmica havia excluído a proteína M na eletroforese e as lesões líticas nas radiografias de coluna e pelve que teriam transformado o plasmocitoma localizado no mieloma múltiplo que havia recebido tratamento completamente diferente.
Plasmocitoma. O tumor que havia surpreendido a tutora porque havia parecido pequeno e benigno enquanto havia sido a neoplasia de plasmócitos que o oncologista havia explicado como o parente próximo do mieloma múltiplo mas com comportamento biológico completamente diferente — o tumor que havia ficado no dígito da pata sem invadir o osso, sem produzir anticorpo monoclonal que havia aparecido no sangue, e que o cirurgião havia removido com a margem de um centímetro que havia incluído o dígito inteiro porque a localização não havia permitido margem lateral sem amputar o dedo.
A confusão com o histiocitoma que o veterinário geral havia cometido — o nódulo que havia parecido idêntico na inspeção visual mas que havia aparecido em cão de dez anos enquanto o histiocitoma havia regredido espontaneamente em cão jovem, que a citologia havia rapidamente distinguido pelos plasmócitos com cromatina característica em vez das células de Langerhans fusiformes do histiocitoma que haviam sido o sinal diferencial que haviam evitado a espera de três meses que o histiocitoma havia justificado mas que o plasmocitoma não havia justificado.
A eletroforese que havia permanecido no protocolo de seguimento — o controle semestral por dois anos que havia monitorado o surgimento da proteína M que havia sido o marcador de transformação para mieloma múltiplo que havia ocorrido em menos de cinco por cento dos casos de plasmocitoma cutâneo, que o oncologista havia incluído como o único exame que havia detectado a transformação antes que os sinais clínicos haviam aparecido, e que o resultado normal havia tranquilizado a tutora a cada vez que havia retornado para a consulta de seguimento.
Plasmocitoma vs Mieloma Múltiplo — Diferencial Fundamental
| Característica | Plasmocitoma Extramedular | Mieloma Múltiplo | |---|---|---| | Distribuição | Localizado (pele, boca, GI) | Sistêmico (medula óssea difusa) | | Proteína M | Raramente (< 15%) | 80-90% dos casos | | Destruição óssea | Ausente | Lesões líticas em raio-X | | Hipercalcemia | Rara | Frequente | | Prognóstico | Excelente (95% cura cutâneo) | Reservado (meses a anos) |
Perguntas frequentes
O que é o plasmocitoma canino e como difere do mieloma múltiplo?+
O plasmocitoma extramedular é uma proliferação neoplásica localizada de plasmócitos — células B maduras que produzem anticorpos. ORIGEM: os plasmócitos são linfócitos B que se diferenciaram após estimulação antigênica; produzem imunoglobulinas (anticorpos); a neoplasia plasmocítica pode ser localizada (plasmocitoma) ou sistêmica (mieloma múltiplo); DIFERENÇA FUNDAMENTAL: PLASMOCITOMA EXTRAMEDULAR: tumor LOCALIZADO; sem envolvimento difuso da medula óssea; raramente produz proteína M sérica; raramente causa hipercalcemia ou destruição óssea; comportamento biológico BENIGNO na maioria dos casos; MIELOMA MÚLTIPLO: doença SISTÊMICA; plasmócitos neoplásicos invadem a medula óssea difusamente; proteína M (paraproteinemia) em 80-90% dos casos; hipercalcemia; destruição lítica de ossos (lesões em soco de cookie no raio-X); doença grave com prognóstico reservado; EPIDEMIOLOGIA DO PLASMOCITOMA: raças: sem predisposição racial clara; pequeno aumento em Cocker Spaniel, West Highland White Terrier; sexo: discreto predomínio em machos; idade: principalmente cães > 8 anos; LOCALIZAÇÃO DO PLASMOCITOMA: CUTÂNEO: o mais comum; pata dianteira (especialmente dígitos), pavilhão auricular (orelha), lábios, períneo, tronco; ORAL: gengiva, palato duro, língua — é o 3o tumor oral mais comum; INTESTINAL: intestino delgado e cólon — mais raro; ESPLÊNICO: baço — menos comum; HEPÁTICO: raro; A CROMATINA EM RODA DE CARROÇA: os plasmócitos têm cromatina organizada radialmente como raios de roda — aspecto característico na citologia que diferencia o plasmócito de outras células.
Quais são os sinais clínicos do plasmocitoma e como diagnosticar?+
O plasmocitoma cutâneo é frequentemente achado incidental — um nódulo solitário sem outros sinais. APRESENTAÇÃO CLÍNICA: FORMA CUTÂNEA: nódulo solitário, bem delimitado, 1-5 cm; frequentemente avermelhado ou cor de pele; pode ser ulcerado se em local de atrito; pata, orelha e lábio são localizações típicas; geralmente SEM dor; o cão não lambe ou coça consistentemente; FORMA ORAL: massa gengival ou palatina; pode sangrar ao toque; dificulta alimentação se grande; confundido com epúlis ou granuloma; DIAGNÓSTICO: CITOLOGIA POR PUNÇÃO ASPIRATIVA (PAAF): primeira etapa e frequentemente conclusiva; o plasmócito neoplásico: citoplasma azulado abundante com área clara perinuclear (halo); cromatina 'em roda de carroça' ou 'em relógio de ponteiros' no núcleo; células binucleadas frequentes; HISTOPATOLOGIA: confirma diagnóstico e avalia margens cirúrgicas; imuno-histoquímica: marcação CD138 (syndecan-1) positiva em plasmócitos; TRIAGEM SISTÊMICA: OBRIGATÓRIA para excluir mieloma múltiplo antes de tratar como localizado; ELETROFORESE DE PROTEÍNAS SÉRICAS: pico em gamaglobulinas (proteína M = mieloma); RADIOGRAFIA ÓSSEA: lesões líticas em vértebras, costelas, pelve (mieloma); HEMOGRAMA COMPLETO: anemia de doença crônica (mieloma); URINÁLISE: proteína de Bence Jones (cadeia leve de imunoglobulina na urina); CÁLCIO SÉRICO: hipercalcemia (mieloma); BIÓPSIA DE MEDULA ÓSSEA: > 20% de plasmócitos na medula = mieloma; plasmocitoma: medula normal.
Qual é o tratamento do plasmocitoma canino e qual é o prognóstico?+
O tratamento do plasmocitoma extramedular localizado é cirúrgico — e o prognóstico é excelente. TRATAMENTO CIRÚRGICO — PRIMEIRA ESCOLHA: EXCISÃO COM MARGEM CIRÚRGICA LIMPA: para plasmocitoma cutâneo e oral: margem de 1-2 cm lateral + fáscia profunda como base; PROGNÓSTICO COM EXCISÃO COMPLETA: cutâneo: 95-100% de cura com excisão completa; recidiva local: < 10% em anos; transformação para mieloma: rara (< 5%); oral: prognóstico similar ao cutâneo se excisão completa; LOCALIZAÇÃO DIFÍCIL: dígito (dedo): pode requerer amputação do dígito para margens adequadas; oral extensa: planejamento cirúrgico com CT; PLASMOCITOMA INTESTINAL: comportamento mais agressivo; cirurgia + quimioterapia; prognóstico pior que cutâneo; RADIOTERAPIA: alternativa quando cirurgia não é possível; plasmocitomas são radiossensíveis; QUIMIOTERAPIA: raramente necessária para forma cutânea isolada; indicada em: doença residual pós-cirurgia; múltiplos plasmocitomas; suspeita de progressão; melfalana (agente alquilante) ± prednisona; VIGILÂNCIA PÓS-CIRURGIA: inspeção do local 30, 90 e 180 dias pós-operatório; eletroforese semestral por 2 anos para rastreamento de proteína M; QUANDO SUSPEITAR DE TRANSFORMAÇÃO EM MIELOMA: proteína M que antes estava ausente; hipercalcemia nova; lesões ósseas novas; DIFERENCIAL: histiocitoma cutâneo: cão jovem, regride espontaneamente; mastocitoma: células com grânulos metacromáticos; carcinoma de células escamosas: oral, mais invasivo; linfoma cutâneo: células linfoides menores.
Como diferenciar plasmocitoma de outras massas cutâneas e orais em cães?+
O plasmocitoma é frequentemente surpreenda como achado de citologia — o clínico suspeita de outra neoplasia. DIFERENCIAL DE NÓDULO CUTÂNEO: HISTIOCITOMA: cão jovem (< 3 anos); regride espontaneamente em 1-3 meses; citologia: histiócitos; não requer cirurgia; MASTOCITOMA: grânulos metacromáticos na citologia (azul de toluidina); comportamento variável (grau I-III); LIPOMA: conteúdo gorduroso na citologia; benign; SARCOMA DE PARTES MOLES: células fusiformes; comportamento localmente invasivo; MELANOMA: melanócitos pigmentados; oral: agressivo com metástase; FIBROSSARCOMA: células fusiformes; recidiva alta; DIFERENCIAL DE NÓDULO ORAL: EPÚLIS: hiperplasia gengival benigna; fibromatoso, ossificante, acantomatoso; GRANULOMA EOSINOFÍLICO: base imune ou parasitária; CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS: mais invasivo; radiografia: osteólise; MELANOMA ORAL: muito agressivo; citologia: melanócitos; ABSCESSO DENTÁRIO: dor, secreção purulenta; HEMANGIOSSARCOMA ORAL: raro, muito vascular; O PAPEL DA CITOLOGIA: a citologia por PAAF de qualquer nódulo acima de 1 cm é obrigatória ANTES de tratar; custo baixo, resultado em 24-48h; diferencia a maioria dos nódulos sem anestesia; o plasmocitoma tem aspecto citológico característico que a maioria dos citologistas reconhece facilmente; IDADE COMO FATOR DISCRIMINANTE: histiocitoma → jovem (< 3 anos) e regride; plasmocitoma → idoso (> 8 anos) e não regride.
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Tricuríase Canina: Trichuris vulpis, o Whipworm do Cão
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Sebadenite Sebácea Canina: Destruição Imunomediada das Glândulas Sebáceas, Poodle Standard e Ciclosporina
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