Saúde

Pênfigo Vulgar em Cães: A Forma Mais Grave de Pênfigo

O Pênfigo Vulgar (PV) é a forma mais grave de pênfigo — uma doença autoimune que afeta as mucosas (boca, nariz, olhos, região genital) e a pele. Anticorpos IgG contra desmoglein-3 (e desmoglein-1) destroem a coesão entre as células da epiderme → acantólise → bolhas superficiais que rapidamente se transformam em úlceras dolorosas. Diagnóstico: citologia (células acantolíticas) + biópsia + imunofluorescência direta. Tratamento: imunossupressão agressiva (prednisona + azatioprina ou clorambucil). Prognóstico: reservado — mais grave que o Pênfigo Foliáceo.

31 de maio de 2026·1 min de leitura

A cadela chegou com a boca cheia de úlceras. Sialorreia. Anorexia há cinco dias.

A citologia revelou células acantolíticas — queratinócitos isolados, arredondados.

Biópsia: clivagem suprabasal. Imunofluorescência: IgG intercellular.

Pênfigo Vulgar. Os anticorpos contra desmoglein-3 dissolvendo a coesão mucosa.

Mais grave que o Foliáceo. A mucosa oral primeiro — depois a pele.

Prednisona 2 mg/kg + azatioprina. A batalha contra o sistema imune que ataca de dentro.

Tipos de Pênfigo em Cães — Comparação

| Tipo | Anticorpo | Localização | Gravidade | Prognóstico | |---|---|---|---|---| | Pênfigo Vulgar | Desmoglein-3 | Mucosas + pele | Mais grave | Reservado | | Pênfigo Foliáceo | Desmoglein-1 | Pele (focinho, orelhas) | Moderado | Moderado | | Pênfigo Eritematoso | Desmoglein-1 (focal) | Face apenas | Mais leve | Bom |

Diagnóstico do Pênfigo Vulgar — Ferramentas

| Exame | Achado Diagnóstico | |---|---| | Citologia | Células acantolíticas (queratinócitos arredondados) | | Biópsia | Clivagem suprabasal (acima da camada basal) | | IFD | IgG intercellular (padrão reticular) | | Hemograma + bioquímica | Excluir causas sistêmicas |

Perguntas frequentes

O que é o Pênfigo Vulgar e como ele se diferencia do Pênfigo Foliáceo?+

O Pênfigo Vulgar (PV; inglês: Pemphigus Vulgaris; não confundir com: Pênfigo Foliáceo — PF — a forma mais comum em cães, afeta principalmente a pele não-mucosa; Pênfigo Eritematoso — PE — forma localizada e mais leve, afeta face e orelhas; Pênfigo Vegetante — raro, variante do PV com lesões vegetantes; Síndrome de Senear-Usher: Pênfigo Eritematoso em humanos) é A FORMA MAIS GRAVE de pênfigo em cães — e também a mais rara entre os tipos de pênfigo. O mecanismo molecular: os anticorpos IgG do Pênfigo Vulgar atacam principalmente a DESMOGLEIN-3: desmoglein-3 é uma caderina (proteína de adesão celular) que mantém os queratinócitos unidos nas camadas PROFUNDAS da epiderme e na MUCOSA; quando os anticorpos destroem a desmoglein-3 → os queratinócitos perdem a coesão entre si (acantólise) → formação de bolhas INTRAEPIDÉRMICAS na camada suprabasal (acima da camada basal); a localização da acantólise é MAIS PROFUNDA que no Pênfigo Foliáceo (que afeta a camada granular, mais superficial); Diferença crucial com o Pênfigo Foliáceo: Pênfigo Foliáceo (PF): anticorpos contra desmoglein-1; acantólise supergranular; afeta PRINCIPALMENTE a pele — focinho, orelhas, região periocular; crostas exsudativas; raramente afeta as mucosas; Pênfigo Vulgar (PV): anticorpos contra desmoglein-3 (+ desmoglein-1 em casos graves); acantólise suprabasal (mais profunda); afeta principalmente as MUCOSAS (boca, nariz, olhos, genitais) E a pele; as mucosas são quase sempre afetadas no PV mas raramente no PF; as bolhas do PV rompem rapidamente → úlceras profundas e dolorosas (diferente das crostas do PF).

Quais são os sinais clínicos e como é feito o diagnóstico do Pênfigo Vulgar?+

O envolvimento mucoso doloroso é o traço definidor do Pênfigo Vulgar — distingue clinicamente do Pênfigo Foliáceo. Sinais clínicos — MUCOSAS (principal localização): Mucosa oral: O PRIMEIRO LOCAL afetado na maioria dos casos de PV em cães; úlceras rasas, dolorosas, de bordas irregulares; afeta gengiva, palato, língua, mucosa jugal; o cão apresenta: sialorreia (salivação excessiva), halitose (pela necrose tecidual), anorexia (dor intensa ao comer), perda de peso; em casos severos: o cão não consegue comer; Mucosa nasal: erosões e úlceras na mucosa nasal interna; epistaxe (sangramento nasal); Conjuntiva: erosões perioculares e conjuntivais; blefarite ulcerativa; Mucosa genital: erosões e úlceras em prepúcio, vulva; Junção mucocutânea: as lesões frequentemente se iniciam ou predominam na JUNÇÃO entre mucosa e pele: comissuras labiais, narinas, pálpebras, ânus; Sinais clínicos — PELE: bolhas flácidas (que rompem rapidamente → erosões e úlceras); qualquer área pode ser afetada mas as virilhas, axila e região ventral são comuns; diferente do PF: no PV as lesões cutâneas SÃO mais profundas e dolorosas; Diagnóstico: Sinal de Nikolsky: pressão lateral com dedo em pele aparentemente intacta ao redor da lesão → separação epidérmica → presente no PV (não confiável para diagnóstico formal); Citologia (imprint/esfoliativa): obtida de lesão fresca → células acantolíticas: queratinócitos isolados, arredondados, com núcleo grande e citoplasma azulado; diagnóstico citológico de pênfigo — rápido mas não diferencia PV de PF com certeza; Biópsia: DIAGNÓSTICO DEFINITIVO; histopatologia: clivagem SUPRABASAL (acima da camada basal) — distingue PV de PF (supragranular); Imunofluorescência Direta (IFD): anticorpos IgG na superfície dos queratinócitos em padrão reticular (intercellular) — confirmação do mecanismo imunomediado.

Qual é o tratamento e o prognóstico do Pênfigo Vulgar em cães?+

O Pênfigo Vulgar requer imunossupressão mais agressiva que o Pênfigo Foliáceo — e o prognóstico é mais reservado. Tratamento — imunossupressão agressiva: Prednisona (ou prednisolona): dose inicial imunossupressora: 2 mg/kg/dia — frequentemente mais alta que a usada no PF; indução: até estabilização das lesões (geralmente 4-8 semanas); redução gradual: muito lenta — recidivas são comuns e agressivas; Azatioprina: adjuvante essencial no PV — permite reduzir a dose de prednisona (efeito poupador de corticoide); dose: 1,5-2,5 mg/kg/dia (VO); efeito demora 4-6 semanas para aparecer; monitorar hemograma (mielossupressão) e enzimas hepáticas; Clorambucil: alternativa à azatioprina — especialmente em cães com hepatotoxicidade por azatioprina; Ciclosporina: alternativa em casos refratários; mais rápida que azatioprina mas mais cara; Dexametasona: em crises agudas graves, pode ser usada em vez de prednisona (mais potente); Manejo das lesões orais: analgesia: opioides ou tramadol para dor oral severa; alimentação: ração úmida ou papas — facilitam deglutição; em casos graves: sonda nasoesofágica para suporte nutricional; enxágue oral com clorexidina diluída: pode reduzir colonização bacteriana secundária; Monitoração de efeitos adversos: azatioprina: leucopenia, trombocitopenia (hemograma a cada 2-4 semanas nas primeiras 8 semanas); prednisona: infecções secundárias (Demodex, dermatofitose, Candida), poliúria/polidipsia, hiperadrenocorticismo iatrogênico; Prognóstico: RESERVADO — mais grave que PF; muitos cães requerem imunossupressão por toda a vida; períodos de remissão são possíveis mas recidivas são comuns; a dor oral severa pode comprometer a qualidade de vida significativamente.

Como o Pênfigo Vulgar se compara com outras formas de pênfigo e qual é o diagnóstico diferencial?+

Entender os tipos de pênfigo e o diagnóstico diferencial de úlceras orais é fundamental para não perder o diagnóstico. Tipos de pênfigo em cães: Pênfigo Foliáceo (PF): o MAIS COMUM em cães; anticorpos anti-desmoglein-1; crostas e erosões no focinho, orelhas, periocular; raramente mucosa; prognóstico: moderado (melhor que PV); Pênfigo Vulgar (PV): o MAIS GRAVE; anticorpos anti-desmoglein-3; mucosas obrigatoriamente afetadas; bolhas e úlceras profundas; prognóstico: reservado; Pênfigo Eritematoso (PE): forma localizada; focinho e face; pode remitir espontaneamente; mais leve; Pênfigo Vegetante: variante do PV rara em cães; lesões vegetantes (proliferativas); Diagnóstico diferencial de úlceras orais em cães: Pênfigo Vulgar: mucosa oral + genital; células acantolíticas; IFD positiva; Uremia (doença renal crônica): úlceras orais por alteração de pH; sem células acantolíticas; azotemia; Eritema Multiforme: reação cutânea/mucosa de hipersensibilidade; lesões 'em alvo'; biópsia: interface change; Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): pode ter úlceras orais; ANA positivo; envolvimento multissistêmico; Estomatite linfoplasmocítica: úlceras crônicas; sem acantólise; Calicivirose (gatos): não aplicável em cães; Neoplasia oral (fibrossarcoma, SCC): não imunomediado; biópsia diferencia; A chave diagnóstica do PV: MUCOSA ORAL ENVOLVIDA + células acantolíticas na citologia + biópsia suprabasal + IFD intercellular IgG → diagnóstico.

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A torção esplênica (TE) é a rotação do baço em torno do hilo esplênico, interrompendo o fluxo vascular e causando congestão progressiva e necrose. Pode ocorrer isoladamente (Torção Esplênica Primária) ou associada à Dilatação-Vólvulo Gástrico (DVG). Pastor Alemão de meia-idade: predisposição específica para torção esplênica primária. Sinais: distensão abdominal, dor, anemia hemolítica progressiva, Heinz bodies. Tratamento: esplenectomia de emergência.

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A Tetralogia de Fallot (ToF) é uma malformação cardíaca congênita composta de quatro defeitos simultâneos: (1) Comunicação Interventricular (CIV), (2) Estenose Pulmonar (EP), (3) Aorta cavalgante sobre o septo e (4) Hipertrofia Ventricular Direita (HVD). A EP severa força shunt direito-esquerdo → cianose (mucosas azuladas) e policitemia. Keeshond tem predisposição genética documentada. Diagnóstico: ecocardiografia. Tratamento: cirurgia paliativa (Blalock-Taussig) ou correção completa. Prognóstico: reservado sem intervenção.

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