Saúde

Cachorro Pode Comer Goiaba-Serrana? A Feijoa Nativa do Sul do Brasil

A goiaba-serrana (Acca sellowiana, antes: Feijoa sellowiana) é uma Myrtaceae nativa do sul do Brasil (RS, SC, PR) — muito diferente da goiaba comum (Psidium guajava). Fruto oval verde, polpa branca granular com sabor único (menta + morango + abacaxi). Muito segura para cães: acidez moderada, açúcar moderado, sementes minúsculas. Casca: levemente amarga mas não tóxica. Disponível entre maio e julho no Sul.

31 de maio de 2026·1 min de leitura

Na Serra Catarinense de julho, a goiabeira-serrana estava carregada.

Verde, oval. Aroma de menta-morango-abacaxi. Algo que nenhuma outra fruta tem.

O Border Collie serrano partiu o fruto com a pata.

Acca sellowiana. A feijoa do inverno sulino.

Sementes minúsculas. Acidez moderada. A Myrtaceae do frio.

O petisco de outono-inverno para o cão do Sul do Brasil.

Segurança da Goiaba-Serrana para Cães

| Aspecto | Status | Observação | |---|---|---| | Polpa madura (branca, granular) | MUITO SEGURA | Acidez moderada, açúcar 8-13% | | Sementes | Sem preocupação | Minúsculas (1-2 mm) — ingeridas sem risco | | Casca verde | Segura | Levemente amarga (taninos) — não tóxica | | Cão com gastrite | Moderação | Acidez moderada — controlar quantidade | | Fruta fermentada | Evitar | Deterioração rápida quando muito madura |

Myrtaceae do Sul do Brasil para Cães

| Fruta | Safra | Acidez | Açúcar | Observação | |---|---|---|---|---| | Goiaba-serrana | Mai-jul | Moderada | Moderado (8-13%) | Sabor único — sementes seguras | | Uvaia | Set-nov | Alta | Baixo | Diluir 1:3 em água | | Araçá | Out-mar | Moderada-alta | Moderado | Muito seguro | | Pitanga | Múltiplas safras | Moderada | Moderado | Excelente | | Butiá | Dez-mar | Baixa | 8-14% | RS/SC — endocarpo duro |

Quantidade por Porte

| Porte | Quantidade | Frequência | |---|---|---| | Pequeno (< 10 kg) | 1/2 a 1 fruto | 2-3x/semana | | Médio (10-25 kg) | 1-3 frutos | 2-3x/semana | | Grande (> 25 kg) | 3-6 frutos | 3x/semana |

Perguntas frequentes

O que é a goiaba-serrana e como ela difere da goiaba comum?+

A goiaba-serrana (Acca sellowiana (O.Berg) Burret — antes classificada como: Feijoa sellowiana (O.Berg) O.Berg — ainda amplamente conhecida pelo nome 'feijoa'; família Myrtaceae; nomes regionais: goiaba-serrana, goiabeira-serrana, goiaba-do-sul, feijoa; inglês: feijoa, pineapple guava, guavasteen) é uma Myrtaceae nativa da parte sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná) e do norte do Uruguai e Argentina. Diferenças fundamentais da goiaba comum: Goiaba-serrana (Acca sellowiana): nativa do Sul do Brasil — clima subtropical frio; fruto oval a piriforme, 4-8 cm; casca: verde mesmo quando madura (não amarela como a goiaba); polpa: branca granular, com bolsa central gelatinosa com sementes minúsculas; sabor: único — mistura de menta, morango e abacaxi (difícil de descrever, sempre descrito como 'diferente de tudo'); aroma: muito intenso e característico; colheita: abril-julho (outono-inverno no Sul); Goiaba comum (Psidium guajava): originária do México/América Central; fruto esférico, branco ou vermelho internamente; sabor: doce tropical; colheita: quase o ano todo; Distribuição atual: nativa do Sul do Brasil mas cultivada em todo o mundo em regiões subtropicais frias: Nova Zelândia (maior produtor mundial), Califórnia, Norte da Espanha, Itália, Peru, Colômbia; no Brasil: em ascensão nos pomares familiares do RS, SC e PR; comercialmente cultivada em São Joaquim (SC) e municípios da Serra Gaúcha e Serra Catarinense; Composição: açúcares: 8-13% — moderado; vitamina C: 20-50 mg/100g — moderada; fibra: moderada; ácidos orgânicos: cítrico e málico — acidez moderada; antioxidantes: flavonoides e fenólicos moderados.

A goiaba-serrana é segura para cães? Quais os riscos?+

A goiaba-serrana é muito segura para cães — a família Myrtaceae tem excelente perfil e a goiaba-serrana é especialmente bem tolerada. Segurança: família Myrtaceae: sem toxinas para cães em frutas maduras (goiaba, jabuticaba, pitanga, araçá, jambo — todas seguras); Acca sellowiana: sem toxinas específicas documentadas para cães; sementes: MINÚSCULAS (1-2 mm, numerosas mas mínimas) — sem qualquer risco de obstrução; a maioria dos cães ingere as sementes sem notar; Casca: verde, levemente amarga — biterness dos polifenóis e taninos da casca; não é tóxica, mas a amargura pode causar rejeição pelo cão; em quantidade moderada: sem problema; em grande quantidade: levemente adstringente; polpa: sabor único (menta/morango/abacaxi) — palatabilidade variável (alguns cães adoram, outros rejeitam pelo sabor incomum); Riscos reais (mínimos): Acidez moderada: menos ácida que o cambuci e a uvaia, mais ácida que a goiaba comum; cão saudável: sem problema; cão com gastrite: moderação; Em excesso: diarreia osmótica pelo açúcar + fibra; Fruta muito madura (quase pastosa): palatabilidade cai, leve fermentação — sem risco mas menos apetitosa; Cão diabético: açúcar 8-13% — moderado, pode consumir em quantidade controlada; Perfil geral: uma das frutas mais seguras para cães dentre as Myrtaceae do Sul — sementes minúsculas + acidez moderada + açúcar moderado = muito segura.

Como oferecer goiaba-serrana para cães e em que quantidade?+

A goiaba-serrana é fácil de oferecer — sem necessidade de remover sementes e com preparo simples. Como preparar: verificar maturação: a goiaba-serrana permanece verde mesmo madura — verificar pela ceder ao toque suave e pelo aroma muito intenso característico (menta/morango); lavar; pode oferecer inteira para cão médio/grande: o fruto não tem casca dura, o cão mastiga facilmente; partir ao meio para cão pequeno; as sementes minúsculas: não há necessidade de removê-las; Quantidade recomendada (fruta inteira ou partida): Cão pequeno (< 10 kg): 1/2 a 1 fruto — 2-3x/semana; Cão médio (10-25 kg): 1-3 frutos — 2-3x/semana; Cão grande (> 25 kg): 3-6 frutos — 3x/semana; A goiaba-serrana como surpresa: o sabor de menta-morango-abacaxi é tão diferente de qualquer outra fruta que o cão pode recusar na primeira oferta — tentar misturar com iogurte natural sem açúcar; Formas de oferecer: goiaba-serrana fresca: a melhor — colheita mai-jul no Sul; partida ao meio e oferecida diretamente; congelada: snack refrescante; polpa batida com iogurte natural: cão que recusa a fruta inteira frequentemente aceita assim; Não oferecer: em grande quantidade (fibra + acidez moderada → diarreia); fruta totalmente deteriorada (mofo na casca); A disponibilidade sazonal: a goiaba-serrana é colhida entre maio e julho no Sul — fora do Cerrado e da Amazônia, é a única fruta nativa brasileira do inverno austral; tutores do RS e SC: colher em excesso e congelar sem sementes para o ano; disponível em feiras e mercados do RS, SC e PR; polpa congelada: em alguns mercados especializados e lojas de produtos naturais do Sudeste.

A goiaba-serrana tem propriedades especiais e qual é seu papel no Sul do Brasil?+

A goiaba-serrana é uma das frutas com mais riqueza fitoquímica entre as Myrtaceae — e um produto de crescente interesse gastronômico no Sul do Brasil. Propriedades fitoquímicas: flavonoides e fenólicos: concentração moderada-alta — antioxidantes; ácido ascórbico (vitamina C): moderado; iodo: a goiaba-serrana tem conteúdo de iodo acima da média das frutas (raro em frutas) — interessante para populações do interior sem acesso a frutos do mar; cálcio e fósforo: moderados; polifenóis da casca: taninos hidrolisáveis e flavonóides — contribuem para a amargura da casca mas têm propriedades antioxidantes; A goiaba-serrana e o Sul do Brasil: São Joaquim (SC): o município mais frio do Brasil — temperatura média em julho: 7-8°C; a goiaba-serrana e a maçã são as principais frutas de altitude da Serra Catarinense; o festival da Feijoa de São Joaquim é um dos maiores festivais gastronômicos de SC; produtos: geleia de feijoa, licor de feijoa, sorvete de feijoa — todos com sabor único; Nova Zelândia: o maior produtor e consumidor de feijoa no mundo — onde é chamada apenas 'feijoa'; no RS, SC e PR: a goiabeira-serrana é cultivada nos quintais em altitudes >500 m; em ascensão no agroecossistema da Serra Gaúcha e Serra Catarinense; Para o tutor do Sul: a goiaba-serrana é a fruta do outono-inverno sulino — petisco sazonal natural quando outras frutas tropicais não estão disponíveis; o cão do RS, SC ou PR pode aproveitar a safra de feijoa (mai-jul) como alternativa local e segura às frutas tropicais; Perfil Myrtaceae do Sul para cão: goiaba-serrana (Acca sellowiana): inverno, mai-jul, RS/SC/PR, muito segura; araçá (Psidium cattleianum): outono-inverno, out-mar, todo Sul; pitanga (Eugenia uniflora): várias safras por ano, todo Sul; uvaia (Eugenia pyriformis): set-nov, muito ácida; butiá (Butia spp.): dez-mar, RS/SC.

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Torção Esplênica em Cães: Emergência Cirúrgica Abdominal

A torção esplênica (TE) é a rotação do baço em torno do hilo esplênico, interrompendo o fluxo vascular e causando congestão progressiva e necrose. Pode ocorrer isoladamente (Torção Esplênica Primária) ou associada à Dilatação-Vólvulo Gástrico (DVG). Pastor Alemão de meia-idade: predisposição específica para torção esplênica primária. Sinais: distensão abdominal, dor, anemia hemolítica progressiva, Heinz bodies. Tratamento: esplenectomia de emergência.

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Tetralogia de Fallot em Cães: A Cardiopatia Cianótica

A Tetralogia de Fallot (ToF) é uma malformação cardíaca congênita composta de quatro defeitos simultâneos: (1) Comunicação Interventricular (CIV), (2) Estenose Pulmonar (EP), (3) Aorta cavalgante sobre o septo e (4) Hipertrofia Ventricular Direita (HVD). A EP severa força shunt direito-esquerdo → cianose (mucosas azuladas) e policitemia. Keeshond tem predisposição genética documentada. Diagnóstico: ecocardiografia. Tratamento: cirurgia paliativa (Blalock-Taussig) ou correção completa. Prognóstico: reservado sem intervenção.

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Síndrome de Stevens-Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica em Cães

A Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET — também TEN) são reações cutâneas graves e potencialmente fatais — resultam na morte massiva de queratinócitos e desprendimento extenso da epiderme. No cão, o quadro canino equivalente envolve erosões/ulcerações mucosas, vesículas e descamação de pele em extensão variável. Causa mais comum: reação medicamentosa (antibióticos, anticonvulsivantes, AINEs, sulfonamidas). Diagnóstico: biópsia (necrose de queratinócitos em toda a espessura da epiderme). Tratamento: suspensão imediata do fármaco + suporte intensivo. Prognóstico: grave — mortalidade elevada na forma NET.